Sobre Armação de Búzios
BREVE HISTÓRIA DE BÚZIOS
Na época da chegada dos europeus, os índios Tupinambás ocupavam a península. Esta região era considerada ótima para a pesca, especialmente de conchas e moluscos e desta prática surgiu o nome de Búzios. Já em 1575 os portugueses incluíam a ?Ponta dos Búzios? no mapa da região de Cabo Frio.
Os tupinambás mantiveram estreitas relações com corsários e contrabandistas franceses que se escondiam na localidade para contrabandear madeiras, principalmente de pau-brasil e vender escravos. Mais tarde, no sigilo XVII os franceses foram expulsos pelos portugueses logo após sangrentas disputas que diminuíram significativamente a população indígena.
No início do século XVIII, com o crescimento da produção de ouro de Minas Gerais e a exportação desde o Rio de Janeiro, houve um grande aumento de navios, principalmente na Baía de Guanabara, provocando uma redução na pesca de baleias, a atividade tradicional na área, nas ?Armações? como a de Armação de Búzios.
Nessa época toda a iluminação pública era feita com azeite de baleia. Durante 40 anos se realizou uma extensiva pesca de baleias que quase causaram a extinção destes animais. Através do declínio das baleias, Búzios se converteu em uma pequena aldeia de pescadores que viviam da pesaca e o saldo de produção que logo era vendida no Rio de Janeiro via Cabo Frio.
A CAPELA
Em partir 1740, foi construída a Capela de Sant´Anna. Construída com pedra e cal com argamassa de azeite de baleia, a Igreja contém imagens de Santa Ana e do menino Jesus.
A Igreja de Sant´Anna (localizada entre as praias da Armação e de Ossos), foi restaurada e preservada. No passado esta igreja era fundamental na vida cotidiana da comunidade da Armação. Sua campainha de ferro dava as notícias de festas, emergências, funerais e aparição das baleias. Quando um vigia avistava os mamíferos, o padre tocava a campainha e os baleieros saíam para caçar-las.
O FIM DO TRÁFICO DE ESCRAVOS NAS PRAIAS DE BÚZIOS
A partir de 1850, com o decreto da ?Lei Eusébio de Queiroz? que proibia o tráfico de escravos em águas brasileiras, o litoral de Búzios começou a ser intensamente vigiado pela Marinha Nacional. Por lá os navios negreiros buscaram lugares pouco conhecidos para o desembarque de escravos africanos. Em Búzios, os mais utilizados foram a Praia de José Gonçalves e a Ponta do Pai Vitório na Praia Rasa, também chamada ?Praia do Desembarque?.
Com a abolição da escravatura em 1888, grupos de negros libertos provenientes das fazendas da região fundaram uma comunidade na Praia Rasa que subsistia a pesca e a agricultura de subsistência.
Até meados do século XX, a economia da região se menteve estancada até o auge do turismo.
BRIGITTE BARDOT EM BÚZIOS
No dia 7 de janeiro de 1964 chegou a atriz do momento, Brigitte Bardot, ao Rio de Janeiro para passar as férias com seu namorado Bob Zagury (um marroqui-brasileiro que havia conhecido na Europa). Assediada pela imprensa, se refugiava em um apartamento na Avenida Atlântica, próximo do Copacabana Palace. Por isso, decide se refugiar em Armação dos Búzios. Naquela época Búzios não tinha água corrente, eletrecidade ou telefone. E contava apenas com 300 habitantes que viviam da pesca. Aqui encontrou a liberdade e tranquilidade que não conseguia no Rio. Brigitte se banhava nua, comia frutas silvestres trazidas por crianças, brincava com os animaizinhos, caminhava descalça?
BÚZIOS TORNA-SE INTERNACIONAL
A temporada passada por Brigitte Bardot em Búzios marcou o descobrimento de Búzios para o mundo. Como não ia despertar curiosidade esta paradisíaca terra de pescadores com 23 praias de beleza única, uma paisagem de encanto particular, um mar cristalino, pesca variada e abundante e sol durante todo o ano?
Cada ano mais gente de diferentes países vinham viver em Búzios, que se transformou em um oasis cosmopolitano. Desde 1997, Armação dos Búzios passou a ser um município autônomo e hoje tem 20 mil habitantes, uma moderna infraestrutura e vive do Turismo.
Seu êxito se deve a feliz combinação da rústica simplicidade local e sofisticação européia, em um marco natural inigualável.





